quarta, 10 dezembro 2014 11:44

«Vigiai»! É assim, em modo imperativo, que Jesus nos introduz neste tempo do Advento. Como um refrão há muito sabido porque muito repetido, havemos de escutar sempre de novo este mandamento do Senhor: «Vigiai»! Nisto se condensa o essencial deste tempo. De vigilância se faz o Advento.
A realidade da vigilância não nos é estranha. Vivemos, sob vários aspectos, num tempo de vigilância. Convivemos, sobretudo nas nossas sociedades modernas, com esta ideia e com a sua prática. Razões há para que (em alguns casos) assim seja, não o nego. A vigilância tornou-se, para o bem e para o mal, um elemento da nossa vida moderna. Sob o epíteto de «videovigilância» ela tomou o nosso espaço público. Saímos à rua e já não estranhamos ser observados por uma câmara. Entramos num espaço público e essa observação apresenta-se simpática e bem-disposta: «Sorria, está a ser filmado»! Sob formas mais discretas, os Estados vigiam os seus cidadãos (os seus telefones e outras comunicações; as suas contas e demais aspectos das suas vidas); os Estados vigiam outros Estados. Por vias informáticas, podemos ter, para nossa defesa ou devassa, a nossa vida intensamente vigiada. Os exemplos podiam-se suceder. Mas este não é apenas um traço que define o viver das grandes instituições públicas. Ele determina igualmente a pequena escala do nosso viver. Também os pais vigiam os seus filhos. Também os empregadores vigiam os seus funcionários. Também os colegas de trabalho vigiam os colegas. Também os vizinhos vigiam os vizinhos. Uma vez mais, os exemplos podiam-se aqui suceder. A conclusão, porém, parece inevitável: estamos hoje acostumados à vigilância.
Porém, não nos enganemos. Esta vigilância que nos envolve em nada se assemelha com essa outra que faz do cristianismo uma religião da vigilância. Uma vigilância e outra, embora apelando para o mesmo imperativo («vigiai»), assentam em pressupostos contrários. Uma é controlo defensivo, a outra expectativa activa. Uma é medo, a outra alegria. Uma assenta na desconfiança face ao próximo, a outra na confiança em Deus. Uma assenta na dúvida face às reais intenções desse próximo, a outra na certeza de que o que vem é salvação. Uma olha o próximo como rival, a outra recebe-o como irmão. Uma é cepticismo, a outra é esperança. Uma é negação do presente, a outra é antecipação do futuro. É para este outro vigiar que nos convoca o Advento. Um outro vigiar que dê qualidade à nossa activa atenção ao Deus que veio, que vem e que virá. Um outro vigiar que nos ensine também a vigiar o nosso mundo e o nosso próximo com essa outra qualidade. A qualidade de quem vigia porque espera encontrar nesse próximo o próprio advento de Deus.

 

Fonte: http://www.vozdaverdade.org/

quarta, 10 dezembro 2014 11:37

O Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS) em Portugal vai ser distinguido hoje na Assembleia da República com uma medalha de ouro comemorativa do 50º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O Júri do Prémio Direitos Humanos, constituído no âmbito da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias decidiu distinguir "uma organização especializada em migrações que desenvolve uma forte ação no terreno, na defesa dos direitos e na integração da população imigrante em situação de grande vulnerabilidade", bem como "na promoção do diálogo em torno da imigração, diversidade e interculturalidade",

O Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS – Jesuit Refugee Service, designação em inglês), tem como missão "acompanhar, Servir e Defender" pessoas e famílias refugiadas, deslocadas ou emigradas da sua terra natal.

A organização católica apelou, em carta enviada ao ministro dos Negócios Estrangeiros português, para que se mostre "solidariedade internacional" através de vagas para a "reinstalação" de refugiados sírios e "oferecendo mais vistos humanitários".

Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, o JRS-Portugal explica que este apelo ao Governo português surgiu na sequência de uma carta aberta enviada aos "altos representantes das instituições da União Europeia" (UE) onde várias organizações governamentais pedem uma "resposta mais eficaz" da Europa quanto à reinstalação de refugiados em fuga da Síria.

A organização internacional da Igreja Católica contextualiza que esta terça-feira várias ONG e representantes de Estados-Membros da UE se reuniram e na sede europeia da Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra, Suíça, para um "compromisso" sobre reinstalação e "outras formas de admissão" destes refugiados.

A guerra na Síria já provocou a fuga de mais de três milhões de pessoas, assinala o comunicado que salienta a "falta de resposta" dos países vizinhos, por isso, a Europa "deve criar" meios seguros e legais para que mais refugiados "possam reconstruir as suas vidas em segurança".

Para o Serviço Jesuíta aos Refugiados, o pedido a abertura de mais de 100 mil vagas como compromisso para 2015 e 2016, por parte do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR, sigla em português), "fica aquém do expectável".

"É necessária uma resposta mais concertada por parte da Europa sem, no entanto, colocar em causa os direitos dos cidadãos europeus", desenvolvem recordando a passagem do Papa Francisco pelo Parlamento Europeu, a 25 de novembro: "A Europa será capaz de enfrentar as problemáticas relacionadas com a imigração, se souber propor com clareza a sua identidade cultural e implementar legislações adequadas".

Fundada em 1980, a organização internacional da Igreja Católica sob a responsabilidade da Companhia de Jesus conta com cerca de 1400 colaboradores e está presente em cerca de 50 países.

 

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/

quarta, 10 dezembro 2014 11:25

O papa Francisco rezou hoje diante da imagem da Imaculada Conceição localizada na Praça de Espanha, em Roma, pedindo-lhe que os cristãos se comportem «contracorrente» durante o tempo do Advento, que antecede o Natal.

A tradição desta oração radica na definição do dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria, que se assinala a 8 de dezembro, formulação que foi definida em 1854 pelo beato papa Pio IX.

Três anos depois, a 8 de setembro de 1857, o papa abençoou e inaugurou o monumento da Imaculada na Praça de Espanha. Mais tarde, o papa Pio XII começou a enviar flores para a imagem.

Em 1958, S. João XXIII recolheu-se na Praça de Espanha e depôs aos pés do monumento um cesto de rosas brancas. A seguir o papa visitou a basílica de Santa Maria Maior. O costume prosseguiu com os papas beato Paulo VI, S. João Paulo II e Bento XVI.

Texto da oração de Francisco diante da imagem da Imaculada Conceição:

«Ó Maria, Mãe nossa, hoje o povo de Deus em festa venera-te, Imaculada, preservada desde sempre do contágio do pecado. Acolhe a homenagem que te ofereço em nome da Igreja que está em Roma e no mundo inteiro.

Saber que tu, que és nossa mãe, és totalmente livre do pecado dá-nos grande conforto. Saber que sobre ti o mal não tem poder enche-nos de esperança e de fortaleza na luta quotidiana que nós devemos realizar contra a ameaça do maligno.

Mas nesta luta não estamos nós, não somos órfãos, porque Jesus, antes de morrer na cruz, deu-nos a ti como mãe. Nós, por isso, ainda que sendo pecadores, somos teus filhos, filhos da Imaculada, chamados àquela santidade que em ti resplandece pela graça de Deus desde o início.

Animados por esta esperança, nós hoje invocamos a tua materna proteção por nós, pelas nossas famílias, por esta cidade, pelo mundo inteiro. O poder do amor de Deus, que te preservou do pecado original, por tua intercessão livre a humanidade de toda a escravidão espiritual e material, e faça vencer, nos corações e nos acontecimentos, o desígnio de salvação de Deus.

Faz com que também em nós, teus filhos, a graça prevaleça sobre o orgulho e possamos tornar-nos misericordiosos, como é misericordioso o nosso Pai celeste. Neste tempo que nos conduz à festa do Natal de Jesus, ensina-nos a andar contracorrente: a despojarmo-nos, a abraçarmo-nos, darmo-nos, a escutar, a fazer silêncio, a descentrarmo-nos de nós mesmos, para deixar espaço à beleza de Deus, fonte da verdadeira alegria.

Ó Maria nossa Imaculada, ora por nós!»

 

Fonte: http://www.snpcultura.org/

segunda, 08 dezembro 2014 17:36

Para não andarmos à procura de um Deus que afinal está no meio de nós

Por mais avassalador que seja o volume de informação que diariamente ingerimos, nunca saberemos o suficiente sobre o que se passa no mundo.

Por mais compêndios que estudemos acerca de história, ciências e artes, sempre ficará por compreender, no seu todo, o incomensurável mistério do homem.

Vamos, por isso, percebendo aos poucos que a maior parte de nós não se diz nem se explica. Mergulha no profundo lago do simbólico e na expressão nebulosa de todas as nossas perguntas lógicas sem resposta. Ou melhor: é na simplicidade última das palavras e dos gestos que dizemos o mais sublime que há em nós e no mundo.

À medida que vamos tateando esta teia do incompreensível e do indizível, na pesquisa inquieta do infinito que há dentro e fora de nós, como que vamos pressentindo a alma das pessoas numa aproximação desconcertante a Deus. Pessoa. Sem o sabermos dizer por inteiro, nem por inteiro o compreendermos. Socorremo-nos do rito, que parece estreito, emocional, impercetível e até ilógico. Mas é aí que encontramos algum conforto naquilo que queremos e não sabemos dizer.

O Natal tem dois mil anos acumulados de narrativas, expressões, culturas, adulterações, aproveitamentos. E apetece-nos, por vezes, rejeitar os adereços que cruzam pensares, dizeres e interesses alheios ao sobrenatural. Mas é nosso dever tentar, até à exaustão, descobrir os ritos que o mundo de hoje, muito fragmentariamente, oferece de simplicidade, beleza, solidariedade, compaixão, reconciliação, encontro de família, gestos de ternura, a que só falta um nome que aos cristãos compete explicitar: Jesus. O Natal tem excessos de verniz e clarões de brilho fátuo. Mas interessa potenciar e até reconverter estes signos que se escondem na aparente profanidade das manifestações sociais.

Importa ouvir esse sermão que ressoa do deserto, por outras palavras, e repete elementos essenciais da mensagem de Jesus há dois mil anos proclamada. Para não andarmos aturdidos à procura dum Deus que afinal está no meio de nós.

segunda, 08 dezembro 2014 17:28

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

 

Naquele tempo,
o Anjo Gabriel foi enviado por Deus
a uma cidade da Galileia chamada Nazaré,
a uma Virgem desposada com um homem chamado José.
O nome da Virgem era Maria.
Tendo entrado onde ela estava, disse o anjo:
«Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo».
Ela ficou perturbada com estas palavras
e pensava que saudação seria aquela.
Disse-lhe o Anjo:
«Não temas, Maria,
porque encontraste graça diante de Deus.
Conceberás e darás à luz um Filho,
a quem porás o nome de Jesus.
Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo.
O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David;
reinará eternamente sobre a casa de Jacob
e o seu reinado não terá fim».
Maria disse ao Anjo:
«Como será isto, se eu não conheço homem?»
O Anjo respondeu-lhe:
«O Espírito Santo virá sobre ti
e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra.
Por isso, o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus.
E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice
e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril;
porque a Deus nada é impossível».
Maria disse então:
«Eis a escrava do Senhor;
faça-se em mim segundo a tua palavra».

segunda, 08 dezembro 2014 17:22

Maria dará Cristo à luz em nós na medida em que nós formos sensíveis, como Cristo, por todos os necessitados deste mundo; na medida em que vivermos como aquele Cristo que se compadecia e se identificava com a desgraça alheia, que não podia contemplar uma aflição sem se comover, que deixava de comer ou de descansar, para poder atender a um doente, que não só se emocionava, mas também resolvia... A Mãe é aquela que deve ajudar-nos a encarnar esse Cristo vivo, sofrendo com os que sofrem, para que vivamos para os outros e não para nós mesmos.

Maria dará Cristo à luz em nós, na medida em que os pobres forem nossos prediletos; quando os pobres deste mundo forem atendidos com preferência, será sinal de que estamos na Igreja verdadeiramente messiânica; quando vivermos como Cristo, com as mãos e o coração abertos para os pobres, com uma simpatia visível por eles, partilhando a sua condição e solucionando a sua situação: na medida em que a nossa atividade for preferentemente, mas não exclusivamente, dedicada a eles, na medida em que chegarmos a eles com esperança e sem ressentimentos... Maria será verdadeiramente Mãe na medida em que nos ajudar a encarnar em nós, esse Cristo dos pobres.

segunda, 08 dezembro 2014 17:18

As Nações sobrevivem à erosão do tempo e permanecem vivas na história dos povos se prosseguirem na fecundidade que lhes vem da sua espiritualidade e da sua cultura. A diluição espiritual e cultural de um povo significará inevitavelmente a perca da sua identidade e a sua fusão num hoje sem futuro.

A História de Portugal regista dois momentos altos na recuperação da sua independência: a Revolução 1383-1385 e a Restauração de 1640.

Na Revolução de 1383-1385 salienta-se o cerco de Lisboa, que durou cerca de cinco meses e terminou em princípios de setembro de 1384, acentuando-se durante o assédio, o significado da vitória alcançada por D. Nuno Alvares Pereira em Atoleiros a 6 de abril de 1384 e a eleição do Mestre de Aviz para Rei de Portugal, curiosamente a 6 de abril de 1385. Em 15 de agosto travou-se a Batalha de Aljubarrota, sob a chefia de D. Nuno Alvares Pereira, símbolo da vitória e da consolidação do processo revolucionário de 1383-1385.

No movimento da restauração destaca-se a coroação de D. João IV como Rei de Portugal, a 15 de dezembro de 1640, no Terreiro do Paço em Lisboa.

sexta, 05 dezembro 2014 21:10

EVANGELHO – Mc 1,1-8

 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.
Está escrito no profeta Isaías:
«Vou enviar à tua frente o meu mensageiro,
que preparará o teu caminho.
Uma voz clama no deserto:
‘Preparai o caminho do Senhor,
endireitai as suas veredas’».
Apareceu João Baptista no deserto
a proclamar um baptismo de penitência
para remissão dos pecados.
Acorria a ele toda a gente da região da Judeia
e todos os habitantes de Jerusalém
e eram baptizados por ele no rio Jordão,
confessando os seus pecados.
João vestia-se de pêlos de camelo,
com um cinto de cabedal em volta dos rins,
e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre.
E, na sua pregação, dizia:
«Vai chegar depois de mim quem é mais forte do que eu,
diante do qual eu não sou digno de me inclinar
para desatar as correias das suas sandálias.
Eu baptizo-vos na água,
mas Ele baptizar-vos-á no Espírito Santo».

 

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