Retiro do Conselho Central de Aveiro

Realizou-se no sábado dia 14 de março o retiro do Conselho Central de Aveiro com a participação de 70 Vicentinos da Diocese.

Na parte da manhã o P. Joaquim António, convidou-nos a subir à montanha para escutar as bem-aventuranças ensinadas por Jesus, o ideal de felicidade cristã e um estilo de vida de virtudes, focado na humildade, misericórdia e justiça.

Refletimos sobre a nossa caminhada de fé, as dificuldades e medos com que somos confrontados pela dureza do caminho. Refletimos sobre as virtudes a que somos chamados como cristãos e vicentinos. A humildade no reconhecimento da dependência que sentimos de Deus na nossa vida, a aliviar o sofrimento e levar a esperança a quem caminha connosco, à mansidão e paciência.

O cumprimento das bem-aventuranças leva-nos a olhar a justiça além das normas que estamos habituados a ouvir, das que vêm inscritas na Palavra de Deus e nos levam ao compromisso concreto com a promoção dos mais pobres. A dar e perdoar, darmo-nos àqueles que servimos a quem desculpamos as fraquezas, a ser um reflexo de Deus, sem maledicência e julgamentos precipitados. A promover a paz num mundo que semeia a confusão, na família, nas comunidades, à atenção às palavras que têm o poder de construir, mas também de destruir a vida de alguém.

De tarde, o assistente da Direção Nacional P. José Alves da CM ajudou-nos a refletir sobre o caminho de santidade como Vicentinos, chamados a servir os mais pobres segundo as virtudes do carisma vicentino. Após uma apresentação sobre este caminho que construímos todos os dias, onde quer que nos encontremos na realidade e história de cada um de nós, os participantes foram divididos em grupos que refletiram sobre as seguintes questões:

Acredito verdadeiramente que a santidade é para mim ou pensa que é só para alguns mais perfeitos? Onde sinto que Deus me chama a crescer mais concretamente?

No meu quotidiano, trabalho, família, estudo, comunidade, o que mostra e revela que procuro viver como discípulo de Cristo? Que atitudes precisam de conversão?

Consigo reconhecer Cristo nos pobres, nos frágeis ou difíceis, ou apenas nos que me são próximos e agradáveis? Como reajo perante quem me incomoda ou precisa de mim?

A minha caridade é apenas sentimento ou traduz-se em gestos concretos, regulares e sacrificados? Que passo concreto sou chamado a dar?

Qual das virtudes vicentinas simplicidade, humildade, mansidão, mortificação ou zelo Deus mais nos pede na nossa vida?

Terminamos com um tempo de adoração orientado pelo assistente do Conselho Central de Aveiro, P. Nestor Sobral.

Pelo Conselho Central de Aveiro

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