Paz. Esta palavra foi uma constante nos votos que ouvimos e lemos para o ano de 2026. É uma palavra que encontra eco no nosso coração e se concretiza cada vez que chamados a sair de nós mesmos vamos ao encontro dos pobres.
Na mensagem para o Dia Mundial da Paz que comemoramos ontem, o Papa Leão XIV recordou-nos que a paz não é o fruto das armas, do poder ou da força, é uma paz desarmada e desarmante, que nasce do amor de Deus e que, de forma silenciosa, transforma o mundo.
São Vicente de Paulo ensina-nos: servir os pobres é servir o próprio Cristo. Cada vez que nos curvamos perante um irmão em situação de fragilidade, cada vez que estendemos a mão ao outro, é a Cristo que servimos, semeando gestos de paz.
Num mundo marcado pela violência, pelo medo e pela indiferença, somos chamados a ser testemunhas da paz que levamos no coração, sem julgamento, impaciência ou superioridade. Somos chamados a um desarmamento interior: desarmar o olhar, as palavras e as atitudes, a rejeitar qualquer forma de violência, humilhação ou exclusão, a optar pela via da misericórdia e do amor que cura e a todos dignifica.
A paz que levamos aos pobres não é uma promessa vazia, manifesta-se no pão partilhado, no respeito pela história de vida de cada família, no compromisso com a justiça e na confiança na Providência Divina.
Senhor, que ao longo deste ano possamos ser construtores da vossa paz, que a Sociedade de São Vicente de Paulo permaneça fiel ao seu carisma de serviço humilde, sinal vivo no mundo de caridade, justiça e reconciliação.
Um Bom Ano 2026!




