A nossa Peregrinação Nacional a Fátima culminou com a celebração da Eucaristia, presidida por D. José Traquina, neste III Domingo da Páscoa.
Na sua homilia, dirigindo-se de forma particular à Sociedade de São Vicente de Paulo, fomos desafiados a viver uma verdadeira transformação interior, deixando que a Ressurreição de Cristo se traduza numa ação concreta junto dos mais pobres.
Recordou-nos que o cuidado pelos mais vulneráveis, independentemente da idade ou nacionalidade, é um testemunho vivo da Páscoa e um caminho de construção da paz.
Num mundo marcado por conflitos, deixou também um apelo claro: a guerra nunca dignifica a pessoa humana, é sempre uma derrota para a humanidade.
Terminámos assim esta peregrinação: enviados em missão, com o coração renovado e comprometido em levar ao mundo sinais de esperança, paz e amor.
Algumas das afirmações de D. José Traquina:
“O mundo está instável, com conflitos e guerras, dando lugar à banalização do valor da vida humana e promovendo a morte e o sofrimento de milhares de pessoas inocentes. A guerra não dignifica a pessoa humana, destrói pessoas e bens, é sempre uma derrota para a humanidade e contradiz o sentido da civilização.
Acreditar na ressurreição, acreditar em Jesus ressuscitado, muda a vida. Surgiu a fé e a esperança. Voltaram a Jerusalém à procura dos companheiros. A alegria da fé está na certeza de que Cristo ressuscitou. Aquele que por nós morreu na cruz, depois de ressuscitado, confirmou os seus discípulos na missão que lhes confiara.
É o fogo do amor que Jesus ressuscitado concedeu e concede aos seus discípulos do passado e do presente. É a fonte da alegria porque o Senhor ressuscitado mantém o mandato do envio, apesar das dificuldades a que estão sujeitos.
Existem em Portugal cerca de 6.350 irmãos vicentinos e vicentinas que, organizados por 637 grupos, designados por conferências de São Vicente de Paulo, em paróquias das 20 dioceses portuguesas, prestam apoio a famílias e pessoas individuais em situação de dificuldade.
A cultura do individualismo e da indiferença não favorecem a sensibilidade pelo cuidado dos mais pobres. Por isso, é necessário valorizar quem descobriu a alegria do Evangelho na atenção a quem carece de apoio.
O cuidado pelos nossos semelhantes mais pobres, seja qual for a idade ou a nacionalidade, é um testemunho da Páscoa da ressurreição do Senhor e uma forma de colaboração na construção da paz. É isso que o mundo mais necessita nesta altura.
Vamos cuidar do bom relacionamento entre nós, construir a paz a partir de casa, no bom relacionamento, na capacidade de perdoar. Vamos construir a paz no relacionamento no espaço de trabalho onde estivermos.
Construir a paz passa por pequenas coisas, logo a partir do nosso coração, reconhecendo o amor que Deus nos tem e que nos perdoa e que nos quer como Seus discípulos e discípulos nesta construção.
Parece que até a própria natureza nos ajuda a reconhecer que a Páscoa acontece para a renovação. Se a própria natureza se renova em si mesma para dar melhores e bons frutos, nós, celebrando a Páscoa, somos também chamados a acolher a força e a graça de Deus, Pascal, para darmos os frutos que Deus quer.”



















