Domingo 24 de Setembro de 2017
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Serviço Jesuíta aos Refugiados pede que Portugal acolha mais sírios

O Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS) em Portugal vai ser distinguido hoje na Assembleia da República com uma medalha de ouro comemorativa do 50º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O Júri do Prémio Direitos Humanos, constituído no âmbito da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias decidiu distinguir “uma organização especializada em migrações que desenvolve uma forte ação no terreno, na defesa dos direitos e na integração da população imigrante em situação de grande vulnerabilidade”, bem como “na promoção do diálogo em torno da imigração, diversidade e interculturalidade”,

O Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS – Jesuit Refugee Service, designação em inglês), tem como missão “acompanhar, Servir e Defender” pessoas e famílias refugiadas, deslocadas ou emigradas da sua terra natal.

A organização católica apelou, em carta enviada ao ministro dos Negócios Estrangeiros português, para que se mostre “solidariedade internacional” através de vagas para a “reinstalação” de refugiados sírios e “oferecendo mais vistos humanitários”.

Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, o JRS-Portugal explica que este apelo ao Governo português surgiu na sequência de uma carta aberta enviada aos “altos representantes das instituições da União Europeia” (UE) onde várias organizações governamentais pedem uma “resposta mais eficaz” da Europa quanto à reinstalação de refugiados em fuga da Síria.

A organização internacional da Igreja Católica contextualiza que esta terça-feira várias ONG e representantes de Estados-Membros da UE se reuniram e na sede europeia da Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra, Suíça, para um “compromisso” sobre reinstalação e “outras formas de admissão” destes refugiados.

A guerra na Síria já provocou a fuga de mais de três milhões de pessoas, assinala o comunicado que salienta a “falta de resposta” dos países vizinhos, por isso, a Europa “deve criar” meios seguros e legais para que mais refugiados “possam reconstruir as suas vidas em segurança”.

Para o Serviço Jesuíta aos Refugiados, o pedido a abertura de mais de 100 mil vagas como compromisso para 2015 e 2016, por parte do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR, sigla em português), “fica aquém do expectável”.

“É necessária uma resposta mais concertada por parte da Europa sem, no entanto, colocar em causa os direitos dos cidadãos europeus”, desenvolvem recordando a passagem do Papa Francisco pelo Parlamento Europeu, a 25 de novembro: “A Europa será capaz de enfrentar as problemáticas relacionadas com a imigração, se souber propor com clareza a sua identidade cultural e implementar legislações adequadas”.

Fundada em 1980, a organização internacional da Igreja Católica sob a responsabilidade da Companhia de Jesus conta com cerca de 1400 colaboradores e está presente em cerca de 50 países.

 

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/

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