Domingo 24 de Setembro de 2017
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Bispos reflectem sobre a acção social da Igreja

Os bispos portugueses vão estar esta semana reunidos em Fátima nas Jornadas Pastorais da Conferência Episcopal Portuguesa. Num ano profundamente marcado pela crise económica e financeira, e na sequência do Simpósio «Reinventar a Solidariedade (em tempo de crise)» que a CEP realizou a 15 de Maio, os bispos portugueses querem aprofundar a reflexão e por isso, vão centrar-se no tema «Pastoral sócio-caritativa: Novos problemas, novos caminhos de acção».

Um comunicado enviado à Agência ECCLESIA dá conta que, para além dos bispos portugueses, estarão presentes dois delegados de cada diocese, “particularmente responsabilizados no campo da pastoral social”.

A jornada que começa na tarde desta Segunda-feira e termina no dia 18, Quinta-feira pelas 14 horas, vai contar com a ajuda de “alguns professores da Universidade Católica Portuguesa”, do Secretário da Comissão de Assuntos Sociais da Conferência Episcopal Francesa, o Pe. Jacques Turck, entre outras individualidades.

O mesmo comunicado aponta que as conclusões das Jornadas serão apresentadas à comunicação social na tarde de Quinta-feira, às 14 horas. O Pe. Manuel Morujão, porta-voz da CEP afirma ainda que “eventualmente serão abordados alguns pontos da breve Assembleia Plenária dos Bispos que terá lugar na manhã do dia 18”.

Na conferência de imprensa estará presente D. Jorge Ortiga, Presidente da CEP, o Vice-presidente, D. António Marto, o Pe. Manuel Morujão, secretário da CEP e ainda D. Carlos Azevedo, Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social.

Novos problemas, novos caminhos de acção
A Igreja portuguesa, através dos vários grupos sócio-caritativos das paróquias e das dioceses, e do consequente acompanhamento próximo que faz da realidade social, está apostada em encontrar novos caminhos para dar resposta a crescentes pedidos de ajuda que recebe, correspondentes às dificuldades que as famílias portuguesas enfrentam.

O simpósio «Reinventar a Solidariedade (em tempo de crise)» que a CEP realizou, organizado pela Comissão Episcopal da Pastoral Social, pretendeu envolver toda a comunidade na reflexão para que novas respostas possam dar um passo em frente na ajuda e não perpetuar situações de dependência e pobreza.

D. Jorge Ortiga, presidente da CEP, manifestava, na altura à Agência ECCLESIA, o desejo, “comum entre os bispos” de fazer surgir “ideias” e propostas. O presidente da CEP sublinhava a importância que os grupos paroquiais tivessem “maior consistência e capacidade de resposta”. “Teremos, em certo sentido, de redescobrir a palavra paróquia, que vem do grego e está ligada à ideia de proximidade”, acrescenta.

Também D. Carlos Azevedo, apontou a necessidade da dinamização paroquial da caridade cristã. “O problema não é só do governo e do mercado, mas também da sociedade civil”, dizia o Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social.

D. Manuel Clemente, Bispo do Porto e presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, destacava no decorrer do Simpósio, a importância de a Igreja estar presente no debate sobre a crise “reunindo muita gente que no dia-a-dia está junto da problemática social”. Falando à Agência ECCLESIA, o prelado falou numa “reflexão de centenas de pessoas”, ligadas à área social e que as propostas decorrentes seriam “colectivas, da Igreja e da sociedade”.

Também na última Assembleia Plenária da CEP, em Abril, os bispos reconheciam a “gravidade e amplidão da presente crise socio-económica”, reconhecendo os “múltiplos sinais de solidariedade que surgem um pouco por todo o lado, nomeadamente por parte da Cáritas, a nível nacional e diocesano, e de outras instituições e grupos sociocaritativos”.

Na mesma Assembleia, o episcopado estudou um documento de trabalho «Repensar a acção pastoral da Igreja», decorrente da visita Ad limina em Novembro de 2007. A análise das “interpelações pastorais do fenómeno da contínua mudança cultural”, segundo o comunicado final da Assembleia Plenária e a reflexão que os bispos irão desenvolver ao longo das Jornadas Pastorais poderá resultar num projecto comum, “uma pastoral de conjunto”.

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